Comunicado Geral/19/2015 – Palestra “ O PODER E O PODER POLÍTICO EM SHAKESPEARE”

Comunicado Geral/19/ 2015

Ofício Parlamento 07/2015

Assunto: Palestra “ O PODER E O PODER POLÍTICO EM SHAKESPEARE” 

Informamos que conseguimos a cessão do auditório da Câmara Legislativa do DF, por meio do Ofício Parlamento 07/2015 para a realização da palestra “ O PODER E O PODER POLÍTICO EM SHAKESPEARE” a ser realizada pelo  nosso sindicalizado Theófilo Silva, que também é funcionário da Casa e autor dos livro A Paixão Segundo Shakespeare e Shakespeare Indignado. A data: quinta-feira, dia 26 de novembro, às 10h.

Convidamos a todas e a todos. Ajudem a divulgar. 

Em tempos em que tanto criticam as casas legislativas acreditamos que, pelo contrário, elas também podem servir para abrigar discussões abrangentes, de alto nível sobre grandes temas de interesse da sociedade que  representam.

Comissões, audiências públicas, frentes parlamentares, projetos de lei, propostas de emendas e votações de Orçamento são alguns dos temas que integram hoje o cotidiano desse poder legislativo. Desde seu surgimento no Brasil,  o Legislativo deve criar e analisar as leis, além de fiscalizar financeiramente o Executivo.

Para Antonio Barbosa, historiador da Universidade de Brasília, em entrevista à Rádio Câmara, “o que não mudou foi é aquilo que nós poderíamos identificar como a missão fundamental do parlamento, não só no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo. O parlamento existe para falar, para criticar, para propor, mas, sobretudo, para fiscalizar a ação do executivo, sobretudo em termos orçamentários”.

A distância e a falta de conhecimento também agravam essa relação entre o cidadão e o Parlamento.

Para o doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília Leonardo Barreto, também para a rádio Câmara, “ a imagem ruim do parlamento não é um fenômeno brasileiro. Na opinião de Barreto, a atual crise brasileira seria um fenômeno democrático e passageiro

‘Os parlamentos, eles não vão ter necessariamente uma imagem positiva pelo mundo, porque eles são casas de debate por excelência, de discussão, de construção de consensos, e, muitas vezes, são questões demoradas.’

Por isso, propomos algo diferente, ousado, arrojado, discutir as leituras de Shakespeare  sobre o poder, sobre a política.  Afinal, como bem disse o bardo inglês:

“Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.”

Ou

“Que há de espantoso? Existe um governo vigilante… Há na alma de um Estado uma força misteriosa de que a História jamais ousou ocupar-se e cuja operação sobre-humana é inexprimível pela palavra ou pela pena”. Troilus e Créssida

Faremos a Exibição – Cena do filme Júlio César – (Oração) de Brutus e Marco Antônio. 4 min.

Roteiro da Palestra

1 – Sobre Shakespeare

– Vida e obra – Sua presença entre nós (Chaves, A Culpa é das

Estrelas, House of Cards, Marcha Nupcial, Rei Leão…)

             “Uns nascem grandes, alguns adquirem a grandeza, e a outros, a grandeza vem ao encontro”. (Noite de Reis – Final do Ato V)2 – O Poder e o Poder Político em Shakespeare

– Hamlet, Macbeth, Ricardo II, Ricardo III, Coriolano, Rei Lear, Troilus e Créssida e Júlio César)

“Temos esse direito; mas é um direito que não temos o direito de Exercer”. Coriolano

2 – A Importância do Estado de Direito e o Bom governo- Medida por Medida e o Mercador de Veneza

2.1 — A marcha institucional da Inglaterra – Os 800 anos da Carta Magna – Parlamento, Direito Comum, Revolução Gloriosa.

   “O orgulhoso se devora a si mesmo”. Troilus e Créssida

3 – A Debilidade dos Grandes – Humildade, Serenidade e Equilíbrio.

Hamlet, Othelo e Rei Lear

    “Esses pobres tempos corruptos precisam de amparo”. Falstaff, em Henrique IV-2

3.1 – A Corrupção – Há “sempre” algo de Podre no Reino da Dinamarca — O Brasil e o mundo hoje.

– Hamlet – Ser Ou não ser: eis a questão!

4 – As orações de Brutus e Marco Antônio – O que aprendemos com eles – A Manipulação das massas.

O Solilóquio de Hamlet

HAMLET: Ser ou não ser… Eis a questão. O que é mais nobre para o espírito: Suportar os dardos e flechas de um destino ultrajante, ou opor-se a esse mar de calamidades e dar-lhes fim resistindo? Morrer… dormir… nada mais… E com o sono, dizem terminam as dores do coração, e os mil naturais conflitos que constituem a herança da carne. Que fim poderia ser mais devotamente desejado? Morrer.., dormir… dormir? Talvez sonhar… Sim, eis aí a dificuldade, porque é forçoso que nos detenhamos a pensar que sonhos possam sobrevir durante o sono da morte, quando nos tenhamos libertado do torvelinho da vida. Eis aí a calamidade que torna a vida assim tão longa! Senão, quem suportaria os ultrajes e desdéns do tempo, a afronta do soberbo, a injúria do opressor, as angústias do amor desprezado, a morosidade da lei, a insolência do poder, e as humilhações que o homem de mérito recebe do sujeito mais indigno, quando poderia encontrar quietude, com um simples punhal? Quem gostaria de suportar tão duras cargas, gemendo e suando sob o peso de uma vida afanosa, se não fosse o temor de alguma coisa depois da morte, região misteriosa, de onde nenhum viajante jamais voltou, confundindo a nossa vontade e impelindo-nos a suportar aqueles males que nos afligem, ao invés de nos atirarmos a outros que desconhecemos? E é assim, que a consciência nos transforma em covardes e é assim que o primitivo verdor de nossas resoluções se estiola na pálida sombra do pensamento e é assim que os empreendimentos de maior alento e importância, com tais reflexões, desviam seu curso e deixam de ter o nome de ação.

5 — Debate

Estamos a trabalhar.

Marcos Linhares

Presidente

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