Belo exemplo de autopublicação- Conheça o Selo “Longe”

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O selo literário independente lançou dias atrás quatro novos livros que reafirmam o compromisso de seus autores com a autopublicação.

“”Rcknrll” é o novo livro de Yury Hermuche, que surge como um verdadeiro livro sagrado do mundano rock independente brasileiro. A edição de 600 páginas resgata o formato clássico das biografias de rock para descortinar a história de nove bandas brasileiras independentes. Durante seis meses, Yury entrevistou mais de cinquenta músicos e produtores sobre sexo, drogas, dinheiro, música, sucesso, underground, racismo, preconceito, imprensa, trabalho, traição, profissão, religião, brigas, amores, paixões. O resultado confirma o “rcknrll” como um prisma por meio do qual se olha para o mundo e se percebe as coisas de uma forma diferente.

“A cidade dos sonhos” é o livro de Daniel Cariello que reúne as crônicas sobre Brasília publicadas por ele nas revistas Veja Brasília e MeiaUm. Com seu talento de cronista e a capacidade de perceber a realidade com um olhar perspicaz e sensível, Daniel retrata a cidade em que vivemos de um jeito surpreendente, novo, instigante e generoso. Os textos trazem memórias de infância, sonhos de adolescente, vivências da vida adulta e reflexões bem sacadas sobre as características e especificidades de Brasília.

“A história de você” é o livro ilustrado de Carolina Nogueira que lança uma reflexão sobre o ciclo da vida – e de todas as coisas. Uma história simples e profunda, que nos lembra a força da conexão entre as pessoas e faz pensar sobre a beleza de crescer. Todo ilustrado em cores fortes e com uma linguagem visual que remete aos desenhos infantis, o livro sensibiliza crianças e adultos – e oferece o ponto de partida para conversas essenciais sobre o amor e a vida.

“O mundo sem anéis” é o livro de estreia de Mariana Carpanezzi pelo selo Longe. Ela conta, em textos e aquarelas, a viagem solitária que fez de bicicleta pela França, Espanha e Portugal. O livro é uma coleção de cem capítulos, entre memórias, ilustrações, e diários, contando a história desses cem dias que marcaram para sempre a vida da autora – e promete sacudir os desejos e injetar coragem em cada leitor.

Texto deles:

Porque acreditamos na autopublicação literária

Nós amamos livrarias – mas nunca na vida acreditamos nas pontas de gôndolas. Desde sempre aprendemos a ignorá-las solenemente, com sua profusão religiosa, de auto-ajuda e todo aquele prolongamento natural da programação da TV.

Somos fãs dos corredores menos concorridos. Já chegamos com um livro em mente, indicado por um amigo ou sobre o qual lemos a respeito no nosso zine, blog ou revista favorita.

Com todo respeito ao mercado editorial, com suas grandes editoras, suas feiras de livros e seus eventos internacionais, nosso negócio é outro. Queremos escrever livros, contar nossas histórias, compartilhar nosso universo – e queremos ser lidos. Só isso.

As festas, as feiras, as campanhas publicitárias não nos interessam muito. Nosso negócio é fazer com que nossas ideias cheguem até aquela pessoa perdida em algum lugar da cidade, do país ou do mundo que, por incrível que pareça, compartilha conosco o que entendemos sobre o que fazemos aqui neste planeta.

Para isso publicamos livros. Publicamos ebooks também, porque foi navegando na internet que nossa geração virou gente. Mas sobretudo gostamos do papel, de pegar o livro com as mãos, gostamos do cheiro do livro, das cores do livro, do peso que ele faz no nosso colo quando adormecemos no meio de uma leitura. Call us old school.

Aliás, o gosto pelo papel também tem a ver com a decisão pela autopublicação. Escolher a gramatura do papel, a textura da folha que vai receber nossas ideias, a fonte com que serão compostas páginas e páginas, as cores da capa, onde vamos colocar o código de barras do ISBN – por que diabos delegaríamos tudo isso a outra pessoa? Se tudo isso também faz do nosso livro justamente o nosso livro. Queremos escrever livros, compartilhar nosso universo – e queremos ser lidos

Além de gostarmos de entregar nossas ideias diretamente para nossos leitores, também gostamos muito de receber diretamente deles um pagamento justo e digno pelo nosso trabalho. Escritores das grandes editoras recebem 10% do valor de capa. Achamos isso esquisito – quem recebe os outros 90%?

Achamos estranho também que, no Brasil, o mercado editorial se sustente das compras que o governo federal faz de livros didáticos. E achamos ainda inexplicável que 90% dessas compras sejam feitas de apenas dezessete editoras. Aparentemente, para se viver de livros no modelo tradicional, ou se tem os amigos certos ou se é o Paulo Coelho.

Claro que, no nosso caso, somos nós que pagamos pela impressão, somos nós que nos encarregamos da distribuição dos nossos livros – mas achamos que isso também é justo. Acreditamos nas nossas ideias o suficiente para corrermos o risco de conviver por um tempo com caixas e mais caixas de papelão espalhadas pelo corredor de casa.”

Fonte: http://www.muitolonge.com.br/

 

 

 

 

 

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