Terra, a nossa Flor de Sequoia! – COLUNA CIÊNCIA PONTO CONSCIÊNCIA

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 *Ildefonso de Sambaíba

            Como borboleta pousada em flor da sequoia, o homem precisa conscientizar-se de que a Terra é um ser vivo. A borboleta completa o ciclo de vida em cerca de vinte e cinco dias; a flor da sequoia dura meses. Se uma incauta borboletinha resolvesse passar a vida pousada naquele tipo de flor, movendo as anteninhas pra lá e pra cá, morreria sem notar que a flor desabrocha e viceja até apinhar-se em sementes. A longevidade da flor se dissipa diante do relâmpago ciclo da borboletinha incauta.

            Dá-se o mesmo com o homem em relação à Terra. Vivemos tão pouco em comparação com a existência planetária, que pensamos não ser ela um ser animado. Apenas uma girante bolinha azul cortejando o Sol. Entretanto, trata-se de uma criatura que se forjou na infância, alçou a estágios intermediários, e um dia atingirá o auge da maturidade universal. Na obra intitulada “A Grande Síntese”, o filósofo Pietro Ubaldi explica como tudo acontece, quase didaticamente.            

            Como ser vivo, a Terra reage em defesa própria, com terremotos, tsunamis, aquecimento global, diante das agressões que lhe causamos (desmatamentos, sangramento das águas, ações poluentes). Cá entre nós: já é hora de expurgamos nosso lado borboleta. O lado inseto que nos faz lançar excrementos na flor onde estamos pousados, a Terra, por considerá-la um ser insensível. Que tal nos humanizarmos, verdadeiramente?

 

 

Ações Integrativas “Viver Mais”

 

            A tarde do último dia 24 de fevereiro foi calorenta e acalorada. Um pequeno auditório foi lotado por pessoas dispostas a abraçar uma nobre causa em prol de comunidades menos favorecidas. A reunião aconteceu no oitavo andar do edifício anexo ao palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal. Foi a apresentação do “Projeto de Educação Popular Viver Mais”, que propõe um rol de práticas integradas, conforme experiência que deu certo em Angola e Moçambique, na África, com similaridade já realizada em Porto Alegre, no Rio Grande do sul.

            Na disseminação das ideias, está o doutor Manuel Luiz Caçador, um português radicado no Brasil há trinta anos. Ele expos sobre sua experiência junto às comunidades africanas, onde atuou implantando o que chama de “ações integrativas”. No caso do DF, em seu auxílio mais direto, está Elisa Mitiko, observadora da ONU que atua na Subsecretaria de Promoção Social do GDF, e também a professora Geralda Rezende, que é educadora popular. Além de uma equipe, ainda pequena, mas atuante, que já se movimenta na formatação de atividades preliminares.

            O projeto prevê a instalação de 31casas de educação popular, com parceria das Administrações Regionais do DF. Em cada unidade serão montados núcleos educativos, em áreas abrangentes, a cargo de grupos colaborativos. A aquisição de acervo para as bibliotecas, por exemplo, já recebeu a adesão do Celeiro Literário Brasiliense. O Celeiro agrega escritores, poetas e afins, que se reúnem todo sábado e domingo, na “bancan’do poeta”, na feira da torre. Portanto, mãos à obra, ou às obras.

 

 

Et-cétera e tal

 

A Academia Taguatinguense de Letras (DF), presidida pelo escritor Gustavo Dourado, promove o “IV Beco das Letras”, previsto para 19 de março (sábado), a partir das 15 horas. O evento se dará na sede da entidade, na CNB-01, AE 01, ao lado da Praça do Relógio. Constará de recital poético-musical alusivo ao Dia da Poesia e ao Dia Internacional da Mulher, lançamento de livros, inauguração das comissões da Mulher e da Cultura, além de homenagem a alunos da oficina de cordel. * * * Segundo uma brasileira que foi aluna do filósofo italiano Humberto Eco, “as preocupações dele sempre foram a verdade, a ética e a beleza”. Eco, falecido recentemente, é considerado um dos pensadores mais reluzentes destes nossos tempos. * * * “Na economia compartilhada, a posse se torna obsoleta e a sustentabilidade está em alta. O novo modelo transforma o que antes viraria algo encostado e pouco usado em algo que pode ser útil a outras pessoas. Virando, ainda, um bom negócio” (Flávia Gamonar). “Andar com fé eu vou / A fé não costuma faiá” (Gil). 

 *Ildefonso de Sambaíba é jornalista (DRT/DF-3633); funcionário público, aposentado; poeta, autor de Vida de Vidro, Buquê de UrtigasQuem matou as Gazelas? e Samjahlia: versos in versose-mail: ildefonso.sambaiba@brturbo.com.br

  

 

 

 

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