Aquários Ecologísticos-COLUNA CIÊNCIA PONTO CONSCIÊNCIA

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Aquários Ecologísticos

*Ildefonso de Sambaíba

Apesar de ser do signo de aquário, tenho pouco a ver com peixes de verdade e carrego fobia a águas volumosas, mesmo piscinas. Só adentro a elas até que alcancem a altura da cintura. Quanto aos nadantes, até na hora de saboreá-los tenho cismas. Sempre acho que estão com cheiro de crueza. Exceção para os mandubés e surubins preparados por dona Maria José, minha dileta mãezinha de 87 anos – sim, ela ainda cozinha, de vez em quando. Nas sagradas mãos daquela sagrada mulher qualquer prato adquire sabor diferenciado. De onde terão vindo tantos predicados?

Não obstante aos receios acima referidos, este mês quase viro um peixe, na concepção gramatical. Estive em visita à Água Mineral e às Águas emendadas – mês passado estive em Olhos d´Água. Explico: estou falando de reservas ambientais, aqui do Distrito Federal, que levam o nome do mais precioso líquido planetário. Sempre a tiracolo de grupos ecológicos, digo, brincando, que minha titularidade na turma é de observador dos observadores, já que eles assim se definem.

Quanto ao que vi e apreciei nas duas últimas visitas “ecologísticas” falarei na próxima coluna, a do mês de julho. Desculpem-me, não estou impondo suspense, é que se esgotou o espaço neste bloco noticioso. Mas adianto que foi exuberante!

 

Reflexões de Maria Félix

Depois de percorrer várias regiões, o andarilho chega a um lugar controlado por trogloditas. Ali, não existia a menor compaixão pelo sofrimento alheio. Ele viu, por exemplo, um homem cair em um poço e gritar por socorro. As pessoas, de cima, olhavam e não faziam nada. Não demorou muito para descobrir que estava na Cidade dos Imortais. Como ninguém morria ninguém também ajudava o outro. A dedução era uma só: ele não vai morrer mesmo! Então, o imortal poderia ficar séculos em grande padecimento.

Moral da história: exercitamos a compaixão, nos empenhamos em ajudar o próximo porque um dia ele vai morrer, e nós também. Enfim, a benevolência é sentimento humano. (…) Por isso, Deus não nos concedeu a imortalidade aqui na Terra. Só mesmo a imortalidade da alma, depois de morrermos várias vezes, como prêmio pelo abrandamento de nossas maldades! Como dizia Goethe: “A vida é a infância da imortalidade”. Eis o nosso consolo!

Os dois parágrafos iniciais, acima, deste texto, foram retirados, ipsis verbis, de crônica da poetisa-jornalista Maria Félix Fontele, da Academia Taguatinguense de Letras (DF). Onde a autora imprime reflexões sobre um conto de Jorge Luís Borges, intitulado “O imortal”.

 

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Et-Cétera-e-Tal

Corações doloridos, Brasil a fora: uma adolescente despertara grogue e desnuda, cercada por mais de trinta homens-demônios, drogados e armados de metralhadoras. Entregue ao grupo por um dos satanases, o próprio namorado, a jovem fora dopada e estuprada, impiedosamente. O acontecimento se dera numa comunidade carioca. Inferno na Terra! *** Da janela, vejo uma pomba selvagem colhendo cascas de vagens secas, dos galhos de cambuí, para construir seu ninho. No dia seguinte, Leninha posta, no feice, um vídeo com outra pomba na mesma ocupação. Vida natural em cenário urbano: Viva! *** As festas juninas de São Luís deste ano estarão sem um dos artistas mais expressivos das terras maranhenses. Foi morar no céu o cantor, compositor e ritmista Papete, mundialmente conhecido pelas performances. “Madre Deus de São Pedro fez esse boi chorar”. *** Senhor, fazei de mim instrumento da Vossa paz!    

 

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(*) Jornalista (DRT/DF-3633); funcionário público, aposentado; poeta, autor de Vida de Vidro, Buquê de UrtigasQuem matou as Gazelas? e Samjahlia: Versos in Versos. e-mail: ildefonso.sambaiba@brturbo.com.br; twitter: @ildefonso_s

  

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