Criação coletiva da nova diretoria do Sindescritores para homenagear o Dia da Consciência Negra:
Consciência Humana
Sou de carne, osso
E de histórias que merecem irromper
Meu sangue, acredite, também está em você
Memórias que irrompem pelas melodias
De Hendrix, de discursos majestosos
De Luther King, da força de Zumbi
O que tenho aqui? Um sonho…
Qual sonho? Um sonho de uma humanidade igualitária?
Ou que a pele só seria pele?
Peles humanas sem cor, sem preconceito
Sem racismo, sem injustiça
Anseio por uma humanidade que me abrace
Que me aconchegue
Que me permita fazer parte
Que me permita sonhar
Que me permita não permitir
Fazer o meu próprio destino, minha história
Minhas escolhas, minhas glórias
Quando o preto escreve a palavra liberdade no branco do papel
Manchada de nanquim e sangue
Escreve-se a verdade
Quando o negro se segue no livro, na pele,
O gesto de liberdade se reescreve
E se inscreve, na verdade:
E tudo é liberdade
Minha consciência não é branca
Nem negra
Minha consciência é humana
Multicolorida pela aquarela
Adornada pelo respeito às diferenças