Oportunidade– COLUNA QUADRINHOS

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Verônica Saiki é artista plástica e designer gráfico editorial, já participou de diversos salões e exposições envolvendo ilustração e escultura, dentre as mais recentes estão: “84 vezes Silvio Santos” e “Novelas da Globo – Homenagem dos cartunistas brasileiros” ambas em SP. Como quadrinista possui o trabalho autoral intitulado:Verdugo, o inacreditável. 

 

 

8º Prêmio VIVALEITURA – COLUNA “LEITURAS INCLUSIVAS”

Grupo Braille no dia do Escritor

 

 

*Dinorá Couto Cançado

8º Prêmio VIVALEITURA

Estão abertas as inscrições para mais uma edição do Prêmio Viva Leitura. Por duas vezes, o Projeto Luz & Autor em Braille já foi finalista do Prêmio Viva Leitura. A Biblioteca Braille Dorina Nowill já passou por essa emoção, em 2007 e 2012.

De acordo com o regulamento, a União, por intermédio do Ministério da Cultura torna público o processo seletivo referente à 8ª Edição do “Prêmio VIVALEITURA”. O Prêmio VIVALEITURA foi criado em 2006, como desdobramento do Ano Ibero-americano da Leitura. Ele é uma ação conjunta do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação e integra o Plano Nacional de Livro e Leitura – PNLL. O Prêmio VIVALEITURA tem por objetivo estimular, fomentar e reconhecer as boas práticas de leitura provenientes de todo o país em quatro categorias, a saber: Biblioteca Viva, Escola promotora de leitura, Territórios da leitura e Cidadão promotor de leitura.

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. O Prêmio VIVALEITURA tem caráter exclusivamente cultural e não se vincula a nenhuma modalidade de sorteio ou a qualquer exigência de pagamento pelos concorrentes, tampouco está condicionado à aquisição ou ao uso de quaisquer bens, direitos ou serviços.
Podem concorrer gratuitamente responsáveis por projetos de todo o Brasil nas seguintes categorias:
1- Categoria 1: BIBLIOTECA VIVA
1.1. Podem participar nesta categoria as Bibliotecas públicas e comunitárias.
1.2. Nessa categoria é possível inscrever experiências desenvolvidas em bibliotecas, como por exemplo: ações de circulação de acervos, de captação de novos usuários, de rodas e clubes de leitura, de cineclubes, de mediação de leitura, de mobilização da sociedade, de programas de rádio e TV, ações na internet, entre outras, realizados em bibliotecas públicas e comunitárias.
1.3. Os projetos desta categoria devem ser inscritos por um de seus responsáveis (coordenadores, funcionários, voluntários da biblioteca). Os proponentes responsabilizam-se pela anuência dos demais envolvidos na experiência conforme ANEXO I

1.4. As ações de bibliotecas escolares devem ser inscritas na Categoria 2.
2 Categoria 2: ESCOLA PROMOTORA DE LEITURA
2.1. Podem participar nestas categorias escolas públicas.
2.2. Nessa categoria podem participar escolas que realizem experiências significativas e criativas de promoção da leitura em diferentes suportes e meios, tais como gincanas de leitura, clubes e rodas de leitura, ações sociais de promoção da leitura voltadas para a comunidade escolar e de seu entorno, intercâmbios de leitura entre escolas e outras instituições sociais ou grupos de promoção da leitura, conversas com autores, projetos de contação de histórias, entre outras ações. Os projetos podem ser representativos de toda a escola, de apenas uma sala de aula, de uma turma, ou da biblioteca escolar.
2.3. Os projetos desta categoria podem ser inscritos por funcionários e profissionais da educação que atuem na escola participante. Os proponentes responsabilizam-se pela anuência dos demais envolvidos na experiência conforme ANEXO I.

  1. Categoria 3: TERRITÓRIOS DA LEITURA
    3.1. Concorrem nesta categoria os projetos de leitura desenvolvidos por entidades da sociedade civil, realizados em contextos e espaços diversos (excetuando-se as bibliotecas e escolas) tais como estações, pontos de ônibus, aeroportos, hospitais, presídios, entre outros espaços não formais de leitura.
    3.2. Podem inscrever projetos nesta categoria profissionais ou voluntários vinculados a ONGs, instituições de educação superior, instituições sociais e empresas públicas e privadas. Os proponentes responsabilizam-se pela anuência dos demais envolvidos na experiência conforme ANEXO I.
  2. Categoria 4: CIDADÃO PROMOTOR DE LEITURA (Pessoa Física):
    4.1. Nesta categoria podem concorrer projetos de Pessoas Físicas que se dediquem à promoção da leitura por iniciativa pessoal, sem personalidade jurídica própria formalizada, ou seja, sem ter constituído ou envolvido um CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica.
    4.2. Os projetos desta categoria devem ser inscritos pelo idealizador ou coordenador da ação que responsabiliza-se pela anuência de eventuais terceiros envolvidos na experiência conforme ANEXO I.
    4.3. Caso a iniciativa seja promovida por um coletivo, este deve eleger um representante que será responsável pela inscrição em nome do grupo.

4.4. Projetos inscritos nesta categoria, mas realizados em bibliotecas públicas (categoria 1) e escolas públicas (categoria 2) serão remetidos pela Comissão de Seleção para concorrer nas categorias específicas.

.As inscrições são gratuitas e serão feitas exclusivamente pela internet no site http://www.premiovivaleitura.org.br, a partir das 00:00h, do dia 29 de janeiro de 2016 até as 23:59h, do dia 13 de março de 2016.
Só serão aceitos os trabalhos com formulário preenchido, contendo a documentação completa e enviados dentro do prazo de inscrição.
Podem ser inscritos projetos realizados e concluídos no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015, bem como aqueles iniciados antes de 2014 que possam ser comprovados e que estejam em curso no ato de inscrição. Experiências de caráter permanente deverão apresentar indicadores de resultados.
Só farão parte do processo de seleção os projetos que estão em andamento ou que foram concluídos nos prazos estabelecidos acima.

Maiores informações poderão ser obtidas através do e-mail e no site do prêmio

premiovivaleitura@oei.org.br

http://www.premiovivaleitura.org.br

*Dinorá Couto Cançado é agente cultural em literatura, gestão, pesquisa, capacitação e produção cultural. Autora de livros infantis, membro-fundadora da Biblioteca Braille Dorina Nowill, especialista em inclusão.

Contatos: (61) 99701366

E-mail: dinoracouto@gmail.com

www.facebook.com/dinoracouto.cancado

 

 

 

 

 

Terra, a nossa Flor de Sequoia! – COLUNA CIÊNCIA PONTO CONSCIÊNCIA

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 *Ildefonso de Sambaíba

            Como borboleta pousada em flor da sequoia, o homem precisa conscientizar-se de que a Terra é um ser vivo. A borboleta completa o ciclo de vida em cerca de vinte e cinco dias; a flor da sequoia dura meses. Se uma incauta borboletinha resolvesse passar a vida pousada naquele tipo de flor, movendo as anteninhas pra lá e pra cá, morreria sem notar que a flor desabrocha e viceja até apinhar-se em sementes. A longevidade da flor se dissipa diante do relâmpago ciclo da borboletinha incauta.

            Dá-se o mesmo com o homem em relação à Terra. Vivemos tão pouco em comparação com a existência planetária, que pensamos não ser ela um ser animado. Apenas uma girante bolinha azul cortejando o Sol. Entretanto, trata-se de uma criatura que se forjou na infância, alçou a estágios intermediários, e um dia atingirá o auge da maturidade universal. Na obra intitulada “A Grande Síntese”, o filósofo Pietro Ubaldi explica como tudo acontece, quase didaticamente.            

            Como ser vivo, a Terra reage em defesa própria, com terremotos, tsunamis, aquecimento global, diante das agressões que lhe causamos (desmatamentos, sangramento das águas, ações poluentes). Cá entre nós: já é hora de expurgamos nosso lado borboleta. O lado inseto que nos faz lançar excrementos na flor onde estamos pousados, a Terra, por considerá-la um ser insensível. Que tal nos humanizarmos, verdadeiramente?

 

 

Ações Integrativas “Viver Mais”

 

            A tarde do último dia 24 de fevereiro foi calorenta e acalorada. Um pequeno auditório foi lotado por pessoas dispostas a abraçar uma nobre causa em prol de comunidades menos favorecidas. A reunião aconteceu no oitavo andar do edifício anexo ao palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal. Foi a apresentação do “Projeto de Educação Popular Viver Mais”, que propõe um rol de práticas integradas, conforme experiência que deu certo em Angola e Moçambique, na África, com similaridade já realizada em Porto Alegre, no Rio Grande do sul.

            Na disseminação das ideias, está o doutor Manuel Luiz Caçador, um português radicado no Brasil há trinta anos. Ele expos sobre sua experiência junto às comunidades africanas, onde atuou implantando o que chama de “ações integrativas”. No caso do DF, em seu auxílio mais direto, está Elisa Mitiko, observadora da ONU que atua na Subsecretaria de Promoção Social do GDF, e também a professora Geralda Rezende, que é educadora popular. Além de uma equipe, ainda pequena, mas atuante, que já se movimenta na formatação de atividades preliminares.

            O projeto prevê a instalação de 31casas de educação popular, com parceria das Administrações Regionais do DF. Em cada unidade serão montados núcleos educativos, em áreas abrangentes, a cargo de grupos colaborativos. A aquisição de acervo para as bibliotecas, por exemplo, já recebeu a adesão do Celeiro Literário Brasiliense. O Celeiro agrega escritores, poetas e afins, que se reúnem todo sábado e domingo, na “bancan’do poeta”, na feira da torre. Portanto, mãos à obra, ou às obras.

 

 

Et-cétera e tal

 

A Academia Taguatinguense de Letras (DF), presidida pelo escritor Gustavo Dourado, promove o “IV Beco das Letras”, previsto para 19 de março (sábado), a partir das 15 horas. O evento se dará na sede da entidade, na CNB-01, AE 01, ao lado da Praça do Relógio. Constará de recital poético-musical alusivo ao Dia da Poesia e ao Dia Internacional da Mulher, lançamento de livros, inauguração das comissões da Mulher e da Cultura, além de homenagem a alunos da oficina de cordel. * * * Segundo uma brasileira que foi aluna do filósofo italiano Humberto Eco, “as preocupações dele sempre foram a verdade, a ética e a beleza”. Eco, falecido recentemente, é considerado um dos pensadores mais reluzentes destes nossos tempos. * * * “Na economia compartilhada, a posse se torna obsoleta e a sustentabilidade está em alta. O novo modelo transforma o que antes viraria algo encostado e pouco usado em algo que pode ser útil a outras pessoas. Virando, ainda, um bom negócio” (Flávia Gamonar). “Andar com fé eu vou / A fé não costuma faiá” (Gil). 

 *Ildefonso de Sambaíba é jornalista (DRT/DF-3633); funcionário público, aposentado; poeta, autor de Vida de Vidro, Buquê de UrtigasQuem matou as Gazelas? e Samjahlia: versos in versose-mail: ildefonso.sambaiba@brturbo.com.br

  

 

 

 

Malhando – COLUNA CATARSES CRÔNICAS

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*Vânia Gomes

Depois que minha editora se mudou para os States vive nos informando sobre como tudo funciona (e bem) por lá. Bom pra ela, porque por aqui tudo continua disfuncional e, claro, quem paga a conta (e passa raiva) somos nós, consumidores. Eu poderia dar diversos exemplos, mas hoje quero “malhar” as famigeradas operadoras de TV por assinatura.

Há cerca de quatro anos, decidimos nos livrar dessa modalidade de entretenimento em casa: assistíamos pouco à TV, e os programas, especialmente os filmes, repetidos, já estavam nos irritando. Sem falar que quando chovia a TV não funcionava. Foi uma luta para cancelar, mas conseguimos, e a tal operadora ficou de vir buscar o aparelhinho transmissor. Não veio.

Após quase três anos, recebemos uma “Notificação Extrajudicial”, em juridiquês (para assustar), mas com um final bem claro: se não restituíssemos o aparelhinho, teríamos que pagar R$ 1.537,15. Era esse o valor do aparatozinho completamente obsoleto. Mas para o azar da tal operadora, não havíamos descartado a “engenhoca”. Ela estava lá, prontinha para ser devolvida, bastava ligar para o número indicado na tal notificação e marcar o dia que eles enviariam alguém.

Assim fizemos. E ninguém apareceu. Ligamos novamente, e fomos enfáticos ao solicitar o número de protocolo e o nome da atendente. Não demoraram dois dias para aparecer, e, claro, devolvemos mediante recibo. Tudo certo pra nós, mas não creio que fomos os únicos a receber a tal notificação. Dos que receberam, quantos ainda teriam o obsoleto aparelhinho depois de tanto tempo nessa vida corrida de hoje em dia? Por que a operadora não vem buscá-lo logo após o cancelamento da assinatura? Tenho cá pra mim que esse é o modus operandi — uma maneira de ganhar dinheiro se aproveitando da boa-fé do consumidor.

Para reforçar minha hipótese, recentemente meu cunhado teve um problema chatíssimo com outra operadora de TV por assinatura. Ele havia pedido cancelamento de um dos pontos de sua casa e a suspensão do serviço no período em que estaria viajando. Pois não é que a conta veio in-tei-ri-nha? O coitado perdeu mais de uma hora de seu dia para rearrumar as contas e, pasmem, não conseguiu. Ao finalizar a ligação, ele disse ao atendente: “Não precisa dizer que a XXX agradece sua ligação e outras babaquices, porque estou muito perto de cancelar tudo”. Lavou a alma de todo mundo em casa!

Ocorre que a operadora tinha uma metodologia: somente após ouvir a gravação do pedido feito há mais de 15 dias, o que levou 48 horas, é que meu cunhado foi contatado para solucionar a questão.

É incrível como nunca conseguimos fazer nada que envolva operadoras de TV por assinatura ou de telefone com rapidez e tranquilidade. Não acredito em incompetência, penso ser uma ação deliberada para conseguir mais dinheiro, já que prejuízo elas nunca têm. Será que essas operadoras são assim nos outros países? Duvido. A verdade é que não existe nada favorável e fácil ao consumidor no Brasil, a não ser a contratação do serviço. Os contratos, aliás, são sempre repletos de letras miúdas, notas de rodapé e haja paciência (e vista) para ler. Qualquer pequena mudança no contrato é dor de cabeça na certa. Para completar, a agência reguladora é ineficiente (ou conivente, vai saber?) e nosso rico dinheirinho acaba nas contas das corporations ou em algum propinoduto qualquer — do jeito que a coisa anda, não descarto essa possibilidade.

Às vezes dá até pena do pobre do atendente que, na prática, não passa de um moleque de recados, deve ganhar muito mal para intermediar as “negociações” dos consumidores com a empresa. É ele quem paga o pato em primeira instância, afinal, naquele momento “representa” a operadora. Aliás, atendentes e operadores de telemarketing são outro tema que merecem uma boa malhada, mas fica para outra ocasião.

Por ora, vale lembrar que com o advento das smart TVs e outros recursos, a TV por assinatura está, aos poucos, deixando de ser uma opção. E nossos problemas devem se reduzir “apenas” às operadoras de internet que, coincidentemente, são as mesmas de telefone e TV por assinatura. No frigir dos ovos, passaremos as mesmas raivas, ainda que tenhamos uma coisa a menos para administrar.

Da experiência em minha casa, posso testemunhar que, além da economia, tudo está melhor depois que cancelamos a TV por assinatura. Temos mais tempo para ler, sair, passear, andar no parque, ir mais ao cinema, ver gente de carne e osso, conversar, conviver. São coisas assim que, no meu entendimento, fazem a vida valer a pena!

*Vânia Gomes é mineira de Belo Horizonte e vive em Brasília desde 2001, quando se apaixonou definitivamente pela cidade. Aventura-se na escrita de contos, poemas e crônicas e é autora do livro “Histórias do Vaticano e Outros Contos”. Para conhecer mais sobre a escritora, acessehttp://www.vaniagomes.com.br. E-mail- vania@vaniagomes.com.br

Os cheiros e seus apreciadores – Coluna Quadrinhos

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Verônica Saiki é artista plástica e designer gráfico editorial, já participou de diversos salões e exposições envolvendo ilustração e escultura, dentre as mais recentes estão: “84 vezes Silvio Santos” e “Novelas da Globo – Homenagem dos cartunistas brasileiros” ambas em SP. Como quadrinista possui o trabalho autoral intitulado:Verdugo, o inacreditável. 

Coluna Catarses Crônicas – “Life on Mars”

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*Vânia Gomes

Life on Mars

Desde 24 de setembro de 2014, dois países do BRICS estão na órbita de Marte. Além da Rússia, agora foi a vez da Índia chegar ao planeta vermelho. A sonda, batizada de Mangalyaan (que significa Nave de Marte, em hindu), teve um custo bem baixo: US$ 73 milhões. Uns trocados, em comparação aos mais de US$ 2,0 bilhões da sonda Curiosity, da NASA.

O Brasil também tem um Programa Espacial. Não é ruim, mas o fracasso mais recente foi o (não) lançamento do satélite CBERS-3, em dezembro do ano passado, projeto conjunto com a China, outro dos países do BRICS. O CBERS-3 decolou, mas não chegou lá. O foguete chinês responsável pelo lançamento falhou e o equipamento não alcançou velocidade e altura suficientes para orbitar a Terra. Caiu e desintegrou-se na nossa atmosfera.

Mas já temos três satélites em órbita: o CBERS-1, o CBERS-2 e o CBERS-2B. O CBERS-4 foi lançado em dezembro de 2014 e tudo ocorreu conforme o esperado. O projeto total (desenvolvimento, construção e lançamento) foi orçado em cerca de US$ 150 milhões. Parece muito dinheiro, mas não é. As informações (imagens) fornecidas por esses satélites são importantíssimas para diversas áreas, incluindo agricultura, meio ambiente e oceanos, entre outras. Mas, por enquanto, estamos orbitando só em torno de nós mesmos, ainda não chegamos nem na Lua, que dirá a Marte!

E por que sondas em Marte? Finalmente poderemos ter a resposta para a indagação do (já saudoso) David Bowie “Is there life on Mars?” É que a sonda indiana procurará por metano, um gás que pode indicar a existência de vida primitiva no planeta vizinho. E como eu adoro ficção científica e superviajo nas n possibilidades, óbvio que para mim isso tem a ver com a transferência futura de criaturas terrestres para viverem lá, porque, convenhamos, por aqui está cada vez mais difícil. No próximo século, sei não…

Mas o mais legal da notícia da chegada da sonda na órbita de Marte foi a felicidade do primeiro-ministro indiano, que comemorou dizendo, entre outras coisas, que o projeto dessa sonda custara menos do que o filme “Gravidade” (aquele, com a Sandra Bullock e o George Clooney), cujo orçamento foi de US$ 100 milhões. Pegando um gancho na fala do ministro, os espanhóis foram superespirituosos, e fizeram uma lista com as 11 obras espanholas mais caras do que mandar uma nave a Marte. Adorei isso!

Resolvi imitá-los e fiz uma singela listinha brasileira, abordando alguns “investimentos” inesquecíveis. Quem quiser, pode completá-la nos comentários, já que as opções são muitas, ao que parece.

Começo com o Estádio Nacional de Brasília ou Mané Garrincha. Numa cidade que não possui grandes clubes de futebol e muito menos tradição nesse esporte, esse “investimento” já seria caro se custasse uns poucos reais. Mas, nesse caso, foram gastos, nada mais, nada menos, que US$ 830 milhões, o que o coloca na posição de segundo estádio de futebol mais caro do mundo! Perde só para o estádio de Wembley, na Inglaterra. Com essa grana, daria pra mandar mais de 10 sondas indianas a Marte!

Ok, com um estádio decente aqui em Brasília, até eu já fui ver o meu Cruzeiro querido, tão combatido, jamais vencido, vencer o Atlético-PR com mais da metade do time reserva. Além dessas duas equipes, já estiveram jogando aqui na capital federal o Botafogo, o Flamengo, o Fluminense, o São Paulo, o Goiás e o Corinthians, além, claro, da nossa seleção. Ainda assim, não vejo justificativa para tamanha gastança. E o que dizer, por exemplo da Arena Amazonas? É o 19º estádio mais caro do mundo, tendo custado módicos US$ 340 milhões. Vamos ver com o tempo se essa arena se converterá ou não no elefante branco de Manaus.

O próximo item da minha lista é o investimento com que nós, povo da pátria tupiniquim, brindamos nossos magistrados: um auxílio moradia, ainda que tenham imóvel próprio. Bom, vamos fazer as continhas: R$ 4.377,78 por mês para cada juiz; são 12 meses no ano, portanto, anualmente, cada juiz receberá só de “auxílio” à moradia R$ 52.533,36. Como o número de juízes federais é mais ou menos 1.600, nossa continha fecha em R$ 84.053.376,00; agora é só fazer a conversão para dólar e esse “investimento” sairá por apenas US$ 34.790.304,64 (por ano). Sim, bem menos que a sonda indiana, mas para que, mesmo? Para ajudar no “aluguel” de pessoas cujo salário médio gira em torno de R$ 24.000,00, sem as vantagens/ acréscimos da carreira. Aliás, com tanta gente sem teto, com tantos moradores de rua, é até de mau gosto e, porque não dizer, ofensivo que uma classe tão privilegiada receba um “auxílio” moradia. Isso porque ainda não mencionei o auxílio alimentação, que é de R$ 4.900,00! Num país onde parte da população passa fome e a maioria recebe o salário mínimo de R$ 880,00 para morar e alimentar toda a família. Lamentável.

E para fechar minha singela listinha, a obra mais importante: o Porto de Cuba. A gentileza brasileira custou “somente” US$ 682 milhões — nove Mangalyaans. Claro, somos endinheirados, e nosso país não tem problemas como energia, transporte público ou estradas para escoar nossa significativa produção agrícola. Com nossos portos, então, nenhum problema, imaginem! Temos dinheiro de sobra, inflação zerada, nenhum cidadão brasileiro passando fome, escolas públicas de altíssimo nível, hospitais públicos de primeiro mundo e, afinal, Cuba merece. São companheiros de longa data!

Vou ficando por aqui. Se alguém se interessar, como eu disse, pode completar a listinha que iniciei. O último item que escrevi, aliás, me enjoou. Amo meu planeta, e amo mais ainda o meu querido Brasil, mas estou ansiosa para saber como andam as pesquisas no planeta vermelho. É que numa hora dessas dá vontade de pegar o primeiro ônibus, de preferência indiano, e com passagem só de ida pra Marte!

 

 

Vânia Gomes é mineira de Belo Horizonte e vive em Brasília desde 2001, quando se apaixonou definitivamente pela cidade. Aventura-se na escrita de contos, poemas e crônicas e é autora do livro “Histórias do Vaticano e Outros Contos”. Para conhecer mais sobre a escritora, acessehttp://www.vaniagomes.com.br. E-mail- vania@vaniagomes.com.br

Seminário de Acessibilidade Cultural para produtores – COLUNA “LEITURAS INCLUSIVAS”

 

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*Dinorá Couto Cançado

Seminário de Acessibilidade Cultural para produtores

Divulgado pelo site da Secretaria de Estado de Cultura, que é a instituição executora desse importante seminário, os preparativos já contam com ensaios de deficientes visuais, no próprio museu onde será realizado o seminário, para interagir com os produtores de cultura. Quatro funcionários da Biblioteca já estão inscritos e, dentre eles, Noeme Rocha que, a convite da ABDV – Associação brasiliense de deficientes visuais, compareceu ao ensaio no museu, em 22/02/16, recebendo orientações quanto ao evento.

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Noeme Rocha

O evento para realizadores de cultura do DF vai tirar dúvidas e proporcionar vivências. Imagine a seguinte situação: você é cego e precisa tocar uma escultura para compreendê-la, porém, você não pode tocá-la, pois a exposição não permite. Como seria sua relação com a arte, tendo em vista que a maioria das exposições são assim? Pensando nesses limites para as pessoas com deficiência e nas dificuldades que muitas/os produtoras/es encontram de tornar seus eventos acessíveis, a Secretaria de Cultura, por meio da Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, realizará, no dia 2 de março, a partir das 9h, no Auditório do Museu Nacional da República, o Seminário de Acessibilidade Cultural para Produtoras/es.

Voltado para produtoras/es e realizadoras/es de atividades culturais do Distrito Federal, o seminário tem por objetivo apresentar as normas de Acessibilidade aplicadas à Cultura, explicar a Lei Brasileira de Inclusão e o seu impacto nas produções culturais do DF, bem como oferecer um panorama a respeito de Acessibilidade, Acessibilidade Cultural, Arte Inclusiva e assuntos relativos.

Esta é uma demanda que já vem sendo apresentada pelo segmento há um tempo e que dá continuidade a uma série de ações anteriores da Secretaria. A primeira edição do Seminário foi oferecida internamente, para todas as Subsecretarias. Depois, foi a vez das/os Gestoras/es de Cultura das Regiões Administrativas participarem e agora é preciso expandir ao público externo.

As/os interessadas/os devem se inscrever pelo e-mail: acessibilidadeculturaldf@gmail.com, escrevendo no assunto “Seminário de Acessibilidade Cultural para Produtoras/es”. Na mensagem, basta enviar as seguintes informações: nome completo, telefone, e-mail, produtora ou coletivo de que faz parte e contatos desta produtora. Serão disponibilizadas 85 vagas.

Serviço

Seminário de Acessibilidade Cultural para Produtoras/es

Quando: 2 de março de 2016, das 9h às 18h (com uma hora de intervalo para almoço)

Onde: Auditório do Museu Nacional da República

Inscrições: acessibilidadeculturaldf@gmail.com

Mais informações: Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural – (61) 3327-5940 / (61) 3325-6267

Programação

9h – Abertura e Coffee Break – Primeira Dama Marcia Rollemberg; Secretário de Cultura Guilherme Reis; Secretário Nacional da Pessoa com Deficiência Antonio José Ferreira; Coordenadora do Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência na Presidência da República Anna Paula Feminella; Coordenador da Coordenação de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência Antonio Paulo Beck; Presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais Flávio Luis.

9h30 – Vivência – A Cegueira e o Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual nos Espaços Culturais – Associação Brasiliense de Deficientes Visuais – ABDV

10h – Tema Central – A Nova Lei Brasileira de Inclusão e suas Implicações no Provimento de Acessibilidade em Eventos Culturais – Babi Barbosa, Gerente de Inclusão e Acessibilidade da Secretaria de Cultura

11h – O que é Acessibilidade, Acessibilidade Cultural e suas diferenças – Alê Capone, Produtora Cultural

12h – Intervalo para Almoço

13h – O que é Arte Inclusiva e quem são seus integrantes – Profa. Renata Rezende, Instituto Federal de Brasília (IFB)

14h – Quais são as normas de Acessibilidade para Eventos Culturais exigidas pela legislação do Distrito Federal – Sandro Roberto Farias, AGEFIS

15h – Quais são os direitos das Pessoas com Deficiência em shows e eventos culturais – Antonio Paulo Beck, Coordenador da Coordenação de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência – PROMODEF

16h – Coffee Break

16h10 – A Legislação que Regulamenta a Meia Entrada: Suas Normas e Implicações – Carlos Alberto Gonçalves Guimarães, Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CODDEDE

17h – Produtos Acessíveis: Benefícios para a Mobilização do Público e a Sua Prestação de Contas – Mary Land Brito, Coordenadora-Geral da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência.