Comunicado Geral 18/2016-Lançamento livro “Alguns dedos de prosa”

12754923_10205713107363788_1978978317_o

Na quarta-feira (02/03), a partir das 19h, o Carpe Diem Restaurante (104 Sul- Brasília), receberá o lançamento do livro “Alguns dedos de prosa”, da escritora sindicalizada Basilina Pereira (matrícula sindical 85).

Este é o primeiro livro de contos dela, que conta com o prefácio de nossa diretora de eventos, a Profa. Dra. Meireluce Fernandes. 

 

Comunicado Geral 9/2016- Atenção Contistas: 29º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba

.logo2-2

Brasília, 09 de fevereiro de 2016

Assunto: Atenção Contistas:29º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba

Até 22 de abril de 2016, estarão abertas as inscrições para o 29.o Concurso de Contos Cidade de Araçatuba. O edital está no blog:

http://www.concursodecontos.blogspot.com.br/2016/01/edital-29o-concurso-de-contos-cidade-de.html
A cada edição do concurso, a Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, que é a promotora do concurso, homenageia um escritor da cidade.

Em 2016, a homenageada é Maria José Bedran, professora de Português, advogada, uma das fundadoras da Academia Araçatubense de Letras, com o livro publicado “Janela Aberta”. Mulher ativa na sociedade araçatubense numa época extremamente machista. Rotariana e vereadora. Falecida em 22/08/2015 com 92 anos.

O concurso terá duas categorias:

CATEGORIA A:  contistas nacionais (exceto os contistas da região administrativa de Araçatuba)

1.º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais)

2.º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais)

3.º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais)

CATEGORIA B: contistas regionais (região administrativa de Araçatuba)

1.º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais)

2.º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais)

3.º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais)

Em ambas as categorias, haverá até cinco menções honrosas. A lista de premiação da categoria poderá ser incompleta, caso a comissão julgadora não encontre contos merecedores de premiação.

Os 16 contos vencedores serão publicados numa coletânea chamada “Contos Vencedores 2016”. A entrega dos prêmios será no dia 12 de setembro, quando se dá o início da 8a. Jornada de Literatura de Araçatuba.

MARCOS LINHARES
PRESIDENTE
Sindicato dos Escritores do Distrito Federal
Tels.:  55 (61) 3031-6524 | 8405-8290
sindicatoescritoresdf@gmail.com
SCN Quadra 02 Bloco D Loja 310
1º Pavimento Shopping Liberty Mall – Asa Norte
CEP: 70712-904 – Brasília –

Sindicalizada Patrícia Baikal foi premiada no Concurso Campos do Jordão de Literatura 2015

Campos-do-jordão-final

A escritora sindicalizada Patrícia Baikal (matrícula 195), autora de “Mariposa- Asas que mudaram a direção do vento”, ficou em 3º lugar na categoria Contos, do Prêmio Campos do Jordão de Literatura 2015.

Conto premiado no Concurso Campos do Jordão de Literatura – 2015
3º lugar

Duas Palavras

A primeira vez que Gilberto entrou no quarto de Adélia, surpreendeu-se com as paredes. Havia centenas de palavras rabiscadas nelas. “Os homens sempre deixam duas palavras para mim, antes de deixarem meu quarto”, ela explicou. Era um costume que se dava em todos os quartos daquela casa e também nas redondezas. Ninguém sabia como todos haviam se adaptado àquela prática. Ele nada disse e, alvoroçado, despiu-se rapidamente, embriagado com o cheiro de canela que se esparramava pelo ambiente.

Sobre a cama, unidos num só, ele imaginava as palavras que escreveria. Ao suspirar o último gemido no ouvido dela, após tantos outros, ele fez um pedido: “Quero escrever as duas palavras nos seus seios”. Ela concordou, e logo abriu o armário para procurar a caneta. Gilberto marcou os seios da moça, desenhando cada letra com o cuidado que aquela pele merecia. Adélia sentia a tinta fria, quase dolorida, penetrando em seus poros. “Amanhã, volto para te ver”, despediu-se.

Enquanto o tempo resistia à força do desejo de Adélia, ela olhava para cada palavra rabiscada nas paredes, e se sentia sozinha, como se nunca houvesse sido mulher de alguém, e como se ninguém tivesse sido dela até então. No espelho, Adélia viu refletida uma palavra em cada seio e, no banho, protegeu-as da água devastadora. Sentia as letras tatuadas na sua pele, ardendo com uma força que ela não imaginava que pudessem exercer.

Gilberto voltou uma semana depois e, dessa vez, foi ela quem pediu a ele que a deixasse escrever em seu corpo. “Quero escrever em suas coxas”, ela disse. Ele discordou por quase um segundo, mas logo cedeu. Ela escreveu a primeira palavra na coxa esquerda dele e, depois, na direita. Ela imprimia com força a tinta na pele, que era para ela não se esvair com o tempo, com qualquer troca de roupa ou beijos de outra moça.

No dia seguinte, Adélia não quis receber as visitas de sempre. Não desceu para o salão lotado de gente, não cantou nem bebeu. Comeu algumas fatias de pão ao meio dia e, às cinco horas da tarde, deitou-se na cama para aguardar Gilberto. Às oito da noite, Gilberto entrou no quarto sem pedir permissão, beijou-a como não houvera feito ainda e, antes mesmo de se deitar, empossou-se da caneta sobre um criado-mudo e escreveu nos lábios de Adélia as mesmas duas palavras que havia escrito em seus seios. Ela retirou a caneta dos dedos de Gilberto e fez o mesmo nos lábios dele. Naquela noite, eles adormeceram juntos, e sonharam que suas peles estavam manchadas como aquelas paredes. 

Adélia acordou com o cheiro de café que vinha do salão, misturado à canela que inebriava os lençóis. Gilberto já não estava ao lado dela, e havia deixado o quarto, em busca de outras andanças. Por alguns instantes, ela permaneceu na cama, imaginando se ele havia se banhado, se a tinta dos lábios dele havia se escorrido com a água quente do chuveiro. As duas palavras que Adélia escrevera estariam agora no fundo do ralo, perdidas entre cabelos molhados e esquecidos.

Ela se levantou, desceu as escadas e pediu um balde com água e sabão. Sozinha, lavou as paredes de seu quarto com espuma, até que não restasse uma só palavra nelas. Depois, lembrou-se do que escrevera nas coxas do homem que nunca mais veria: Meu homem. Ela se olhou novamente no espelho e leu, em voz alta, as duas palavras que seu corpo mostrava, antes que fossem apagadas pela espuma que tinha nas mãos: Minha mulher. Daquele dia em diante, era Adélia quem escrevia nas paredes do seu quarto, preenchendo o vazio do branco com inúmeras palavras. Suas palavras e de mais ninguém.

Patrícia Baikal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escritores do DF entre os ganhadores da edição 2015 dos Prêmios SESC-DF

Prêmios Culturais Sesc-DF 2014

Por Marcos Linhares

Foi divulgada na sexta (10-04-2015), a lista de ganhadores dos concursos culturais do Sesc-DF. A premiação da categoria Literatura (de Contos Machado de Assis, de Contos Infantis Monteiro Lobato, de Poesia Carlos Drummond de Andrade e de Crônicas Rubem Braga.) será realizada na quinta-feira (30-04).

Esta é uma oportunidade singular que dá espaço para os autores que estão começando assim como para os consagrados de todo o país. De acordo com informações divulgadas pela instituição, “escritores e poetas se envolvem nesse processo, tanto enviando obras, quanto participando da comissão de jurados. Durante meses, forma-se uma verdadeira usina de criação literária do mais alto nível no espaço SESC. Além da premiação, os vencedores têm a oportunidade de ter o reconhecimento do seu talento e o Sesc de incentivar a produção artística”.

Os três primeiros colocados de cada categoria fazem jus a prêmios em dinheiro (1ºclassificado–R$2.000,00;2ºclassificado–R$1.500,00 e 3ºclassificado–R$1.000,00), outros selecionados recebem uma menção honrosa e é feita uma coletânea em cada categoria.

O Sindicato dos Escritores do Distrito Federal parabeniza os brasilienses selecionados e, sempre que possível, divulgará os feitos e conquistas dos escritores da capital de todos os brasileiros. Alguns deles conseguimos localizar alguns dados. Desses disponibilizamos um link com informações.

Vejam a lista dos brasilienses selecionados por área e nome da obra (poema, conto, conto infantil e crônica escolhidos):

Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade – 2014

– Felipe Alves Freitas – “Brevidade”

João Elias Antunes de Oliveira – “O outro lugar”

– João Marcos Bicalho Félix de Almeida – “Deixo passar”

– Jorge Luiz Stam Filho – “Panela de Pressão”

Leonardo Barbosa Rossato – “Pessoas”

– Nelson Virgílio de Carvalho – “No que creio”

– Paloma Carvalho Mamede – “Ofélia”

-Ricardo da Silva Ribeiro – “Quilonvela” (Quilombo e favela”

– Walmor Fernando Costa Parente – “Garapa”

Ylo Barroso Caiado Fraga – “Aurora Boreal”

Prêmio SESC de Contos Machado de Assis – 2014

Laís Rodrigues de Oliveira – “O armário”

Prêmio SESC de Contos Infantis Monteiro Lobato – 2014

,- Simão de Miranda – “Uma história surpreendente”

– Stella Hadassa Ferreira França – “Procura-se um lugar”

Prêmio SESC de Crônicas Rubem Braga – 2014

– Eleonora Stanziano Viggiano – “Depois de um aniversário de Brasília divertido”

– Laila de Mauro Santos – “A grande Alma”

– Ludimilla Costa Silva Alves – “A volta”

– Moacir Wilmondes Alves Fonseca – “O enconro”

Viviane Faria Lopes – “A maçã do amor”