Sindescritores protocoliza e entrega duas propostas para a expressão “Literatura Brasiliense”

Marcos Linhares, Cristian Brayner e Judivan J. Vieira.

Comunicado Geral 12/2019

Visando contribuir formalmente e,quiças, definitivamente com a regulamentação do segundo parágrafo o Art. 235 da Lei Orgânica do DF que prevê que “o Poder Público deve incluir a literatura brasiliense no currículo das instituições públicas, com vistas a incentivar e difundir as formas de produção artístico-literária locais”, na tarde da segunda-feira (26/08), o presidente e o diretor jurídico do Sindicato dos Escritores do DF (Sindescritores), Marcos Linhares e Judivan J. Vieira,  estiveram na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF e,  além de protocolizar, entregaram ao subsecretário do Patrimônio Cultural (Supac), Cristian Brayner, duas propostas, uma jurídica e uma literária, feitas por dois doutores em suas respectivas áreas, acerca da definição da expressão “literatura brasiliense”.

Tal assunto merecia uma contribuição, e por causa disso, o Sindescritores resolveu colaborar formalmente com o assunto, e para tanto, dois de seus diretores – o Dr. Judivan Juvenal Vieira, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais na Universidad Del Museu Social Argentino, Buenos Aires-AR, em 2012 e Pós-Doutor em Tradição Civilística e Direito Comparado pela Universidade de Roma Tor Vergata, e o Dr. Augusto Rodrigues da Silva Júnior, que é PhD em Literatura pela Universidade do Minho (Portugal)- assumiram, segundo eles, a via da territorialidade como o caminho mais seguro jurídica e literariamente para ser seguido.

“Desta forma, acreditamos contribuir de maneira histórica e inédita às políticas públicas do livro, leitura e bibliotecas do DF, por podermos auxiliar na regulamentação do segundo parágrafo do Artigo 235 da Lei Orgânica do DF”, disse o presidente do Sindicato, Marcos Linhares.

Cristian Brayner elogiou a iniciativa da entidade – que este ano completou 40 anos de fundação – e afirmou que “a secretaria o usará como uma base importante para estudos e ações na área literária do DF”, pontuou o subsecretário.

“As duas propostas também serão protocoladas e entregues na Câmara Legislativa, no Gabinete do governador de Brasília, no gabinete do secretário de Educação, assim também chegarão às mãos dos meios de comunicação, dos presidentes do Sinpro-DF, Sinepe-DF, Sinproep-DF e de outras entidades representativas da literatura do DF”, finalizou Linhares.

 

 

 

Anúncios

Conheça a PORTARIA Nº 343, DE 02 DE OUTUBRO DE 2018 que Institui a Política de Leitura, Escrita e Oralidade do Distrito Federal. 

Logo_SEC_COLORIDA_v1.2_RGB_Horizontal_Principal

Comunicado Geral 16/2018 – Conheça a PORTARIA Nº 343

 

PORTARIA Nº 343, DE 02 DE OUTUBRO DE 2018

 

Institui a Política de Leitura, Escrita e Oralidade do Distrito Federal.

 

O SECRETÁRIO DE ESTADO DE CULTURA DO DISTRITO FEDERAL, com base na Lei Complementar nº 934, de 7 de dezembro de 2017, no uso das atribuições que lhe confere o inciso III do parágrafo único do art. 105 da Lei Orgânica do Distrito Federal, RESOLVE:

 

Art. 1º Fica instituída a Política Cultural de Leitura, Escrita e Oralidade do Distrito Federal, em consonância com a Política Distrital das Artes, nos termos do art. 4º da Lei Complementar nº 933, de 14 de novembro 2017, para fomento, incentivo, promoção, difusão, preservação e fruição da leitura, escrita e oralidade no Distrito Federal e Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entrono – RIDE, visando ao fortalecimento das atividades correlatas, cadeias e arranjos produtivos do setor.

 

  • 1º É objeto desta política o conjunto de iniciativas, atividades e processos, instrumentos relacionados à leitura, escrita e oralidade, em suas diversas formas e meios, segmentos e plataformas de realização e acesso, com origem ou exercício no Distrito Federal e RIDE.

 

  • 2º São considerados agentes culturais da política os criadores, escritores, contadores de histórias, repentistas, cordelistas, MCs, editores, editores de estilo, críticos e críticos literários, bibliotecários, documentalistas, mediadores, formadores, leitores e ouvintes.

 

Art. 2º A coordenação da Política Cultural de Leitura, Escrita e Oralidade do Distrito Federal é de responsabilidade da Fundação das Artes do Distrito Federal, conforme Lei Complementar nº 933, de 2017.

 

  • 1º Enquanto não houver a implementação definitiva da Fundação, a presente política será coordenada pela Subsecretaria de Políticas de Desenvolvimento e Promoção Cultural (SPDPC) ou por estrutura equivalente.

 

  • 2º São considerados estratégicos para a formulação e implementação da Política de Leitura, Escrita e Oralidade do Distrito Federal os seguintes equipamentos públicos de cultura e os sistemas nos quais estão inseridos:

 

  1. Conjunto Cultural da República, compreendendo a Biblioteca Nacional de Brasília, Museu Nacional, seu Anexo e áreas externas;
  2. Biblioteca Pública de Brasília;

III. Casa do Cantador;

  1. Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul;
  2. Museu Vivo da Memória Candanga;
  3. Memorial dos Povos Indígenas;

VII. Complexo Cultural de Samambaia;

VIII. Complexo Cultural de Planaltina; e

  1. Cine Brasília.

 

Art. 3º A formulação de propostas e a implementação das ações desta Política devem ser realizadas em diálogo com:

 

  1. gerências de cultura das Regiões Administrativas responsáveis pelas bibliotecas públicas, conforme Decreto nº 17.684, de 18 de setembro de1996;
  2. Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura ou estrutura equivalente;

III. Conselho de Cultura do Distrito Federal e os Conselhos Regionais de Cultura ou estrutura equivalente, no âmbito da gestão pública cultural;

  1. grupos, coletivos ou organizações da sociedade civil que protagonizem ou que atuem na área de leitura, escrita, oralidade; e
  2. Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal – CONDEPAC ou estrutura equivalente.

 

Art. 4º Em consonância com os princípios e objetivos da Lei nº 934, de 07 de dezembro de 2017 – Lei Orgânica da Cultura, são objetivos específicos da Política Cultural de Leitura, Escrita e Oralidade do Distrito Federal:

 

  1. promover as formas diversas e múltiplas de oralidade, leitura e escrita no Distrito Federal e RIDE, entendendo-os como práticas culturais que fortalecem a vida pessoal e social, a democracia, a convivência pacífica, a equidade social, o progresso econômico e o desenvolvimento humano, cultural, científico e tecnológico;
  2. fortalecer a leitura, a escrita, a oralidade e a escuta, reconhecendo o setor como base das capacidades e liberdades necessárias para desenvolver, o pleno potencial humano, inclusão social e desenvolvimento territorial integrado;

III. desenvolver programas que protejam e visibilizem as tradições de leitura escrita e oralidade de pessoas e comunidades com línguas indígenas, africanas ou ameaçadas de extinção;

  1. desenvolver programas em formatos alternativos e acessíveis, que fortaleçam a leitura, a escrita e a oralidade das pessoas com deficiência, por meio da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS e do Sistema Braille, e que considerem a singularidade linguística de pessoas com deficiência no domínio da modalidade escrita da língua portuguesa;
  2. dar prioridade a indivíduos e grupos sociais em situações de vulnerabilidade sociopolítica, cultural e econômica, no acesso aos programas e as ações da Política de Leitura, Escrita e Oralidade;
  3. garantir o direito à leitura, escrita, oralidade e escuta, como instrumento de visibilidade, identidade e autonomia representativa da diversidade social e cultural do Distrito Federal e RIDE;

VII. incentivar a formação de público para as ações do setor;

VIII. contribuir para a implantação de bibliotecas e pontos de leitura em todas as Regiões Administrativas do Distrito Federal;

  1. implementar e fomentar pesquisas, estudos e indicadores nas áreas de livro, leitura, e oralidade;
  2. reconhecer, por meio de editais de premiação, bolsas, residências e outros, agentes culturais e iniciativas da sociedade civil;
  3. mapear e estimular agentes, coletivos e iniciativas da sociedade civil voltadas para leitura, escrita e oralidade no Distrito Federal e RIDE;

XII. fomentar o desenvolvimento de novos arranjos produtivos e participativos em todos os elos da cadeia da leitura, escrita e oralidade;

XIII. incentivar a ampliação das plataformas de visibilidade para a produção do Distrito Federal e RIDE;

XIV. apoiar e estimular mostras e festivais no Distrito Federal e RIDE;

  1. garantir a liberdade de expressão artística, diversidade cultural e inclusão socioprodutiva na produção e fruição de obras;

XVI. implementar programas e ações de preservação, registro e memória das obras escritas e tradições orais do Distrito Federal e RIDE; e

XVII. ampliar e articular, no âmbito desta política, a rede de equipamentos públicos de cultura, zelando por sua manutenção e programação de excelência artística, com diversidade cultural e acessibilidade a todos os públicos.

 

Art. 5º São estratégias da Política de Leitura, Escrita e Oralidade:

  1. criar projetos que incentivem a leitura em todas as Regiões Administrativas, visando oportunizar o acesso ao livro de forma igualitária no Distrito Federal e RIDE, por meio de ações como:
  2. a) criar projetos de doação de livros sobre temas orientados para promoção da cidadania, direitos humanos, preservação ambiental, capacitação técnica e demais assuntos que ajudem na melhoria das condições de vida e desenvolvimento das populações historicamente vulneráveis;
  3. b) fomentar a distribuição gratuita de livros para espaços e projetos voltados para a população em situação de vulnerabilidade social, com foco na produção literária do Distrito Federal e RIDE;
  4. c) promover campanhas de incentivo ao hábito continuado da leitura, em especial fora do contexto acadêmico;
  5. d) apoiar a oferta de cursos para mediadores de leitura, contadores de histórias, gestores culturais, arte educadores, livreiros, professores e grupos itinerantes que incentivam a leitura, em especial de obras locais e autores do Distrito Federal e RIDE;
  6. estimular e fortalecer a escrita, visando o aumento das publicações e outras mídias dedicadas à valorização do livro e da leitura, por meio de ações como:
  7. a) apoiar as ações que auxiliem na formação continuada de autores do Distrito Federal e RIDE, com a realização de palestras e seminários com foco nos diferentes processos envolvidos na produção e comercialização do livro;
  8. b) promover concursos literários no Distrito Federal e RIDE;
  9. c) apoiar a distribuição, circulação e consumo de bens de leitura no Distrito Federal e RIDE;
  10. d) adquirir livros de autores negros para a ampliação do acervo do Selo Maria Firmina dos Reis;
  11. e) apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva local, como editores, livrarias, distribuidoras, bancas, gráficas, editoras e outros pontos de venda;
  12. f) promover rodadas de negócio entre autores, livrarias e editoras, valorizando o empreendedorismo criativo, conforme o Programa Território Criativo, instituído pela Portaria nº 197, de 09 de julho de 2018;
  13. g) incentivar a divulgação de conhecimentos sobre práticas de editoração online;
  14. h) promover o intercâmbio de autores nacionais e internacionais no Distrito Federal, visando a troca de estéticas e metodologias de escrita com autores locais, conforme as diretrizes do Programa Conexão Cultura DF, instituído pela Portaria nº 158, de 20 de setembro de 2016;

III. fomentar e fortalecer a oralidade, visando o aumento das práticas de oralidade no Distrito Federal e RIDE, por meio de ações como:

  1. a) realizar ações formativas para ampliação e especialização de agentes culturais voltados para processos de oralidade do Distrito Federal e RIDE;
  2. b) promover concursos de poesia, repente e rima no Distrito Federal e RIDE;
  3. c) promover intercâmbio de grupos voltados para oralidade nacionais e internacionais no Distrito Federal, visando a troca de estéticas e processos de transmissão de saberes com Mestres e Mestras de Saberes e Fazeres das Culturas Tradicionais locais, conforme as diretrizes do Programa Conexão Cultura DF.
  4. d) criar linhas específicas para ações de oralidade dentre os editais de fomento e incentivo do Distrito Federal e RIDE;
  5. e) fortalecer a atuação de Mestres e Mestras de Saberes e Fazeres das Culturas Tradicionais no âmbito dos programas e ações da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal;
  6. implementar e incentivar programas e ações de acessibilidade para oportunizar às pessoas com deficiência o acesso, produção e fruição de obras e atividades de leitura, escrita e oralidade, nos termos da Lei Federal nº 13.146, de 6 de julho de 2015 e a Portaria nº 100, de 11 de abril de 2018, por meio de ações como:
  7. a) garantir e aferir a inclusão das pessoas com deficiência nas equipes de trabalho da cadeia produtiva do setor, em atividades e projetos realizados com recursos públicos;
  8. b) garantir as condições para a utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, materiais, atividades, mobiliários, equipamentos, eventos e serviços culturais, bem como a monumentos e locais de importância cultural, por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, nas ações e programas da Secretaria de Estado de Cultura do DF;
  9. c) aferir o cumprimento das medidas de acessibilidade arquitetônicas e comunicacionais nos projetos e eventos fomentados e apoiados pela Secretaria de Estado de Cultura do DF;
  10. d) fomentar e incentivar à arte inclusiva e seus agentes de leitura, escrita e oralidade;
  11. e) fomentar a edição e distribuição de livros em braille, livros digitais acessíveis para leitura por leitores de tela, audiolivros, e livros com letra ampliada e com cor contrastante para atender usuários com deficiência.
  12. aplicar políticas inclusivas e afirmativas em todos os elos da cadeia produtiva da leitura, escrita e oralidade, por meio de ações como:
  13. a) garantir o cumprimento da equidade de gênero, conforme a Portaria nº 58, de 27 de fevereiro de 2018, que institui a Política Distrital de Equidade de Gênero na Cultura, nos projetos e obras financiadas pela Secretaria de Estado de Cultura do DF;
  14. b) garantir o respeito à diversidade e aos direitos culturais dos grupos culturais historicamente excluídos, conforme a Portaria nº 287, de 05 de outubro de 2017, que institui a Política Cultural de Ações Afirmativas, nos projetos e obras financiadas pela Secretaria de Estado de Cultura do DF;
  15. c) garantir o respeito ao nome social, conforme cumprimento da Portaria nº 01, de 15 de janeiro de 2015, que dispõe sobre o registro do Nome Social de travestis e transexuais no âmbito da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal;
  16. Estimular as iniciativas de leitura, escrita, oralidade e escuta para crianças e jovens em ambiente escolar, inclusive nos parâmetros das Leis Federais n 10.639, de 09 de janeiro de 2003 e 11.645, de 10 de março de 2008, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do DF, por meio de ações como:
  17. a) fomentar mostras, feiras, festivais e demais ações de fruição cultural que atendam à Rede Pública de Ensino do DF, proporcionando atividades aos estudantes, por meio do Programa Cultura Educa, instituído pela Portaria nº 234, de 16 de agosto de 2017;
  18. b) estimular a leitura, escrita e oralidade pelo público jovem, por meio de ferramentas como jogos eletrônicos, fanzines, gibis, slams, saraus e batalhas de rima;
  19. c) promover ações de incentivo à realização de visitas e debates de autores, contadores, e outros agentes locais na Rede Pública de Ensino do DF;
  20. d) promover a integração entre professores, bibliotecários, arte educadores e mediadores no incentivo ao hábito de leitura de crianças e adolescentes da Rede Pública de Ensino do DF;
  21. e) formular mecanismos de implementação das Leis Federais n 10.639, de 09 de janeiro de 2003 e 11.645, de 10 de março de 2008, criando e difundindo carteira de conteúdos alinhados às diretrizes curriculares na Rede Pública de Ensino do DF e RIDE;
  22. f) promover meios para incluir, no processo pedagógico, as práticas de transmissão dos saberes e fazeres tradicionais; e
  23. g) estimular e fortalecer a atuação de Mestres e Mestras de Saberes e Fazeres das Culturas Tradicionais, no âmbito da educação formal;

VII. Incentivar e apoiar a criação de novas bibliotecas e pontos de leitura, sua a modernização e a manutenção dos equipamentos já existentes, principalmente em áreas em situação de vulnerabilidade social ou pouco acesso à leitura, escrita e oralidade, por meio de ações como:

  1. a) identificar o perfil, porte e o conteúdo mais adequado para as bibliotecas públicas em termos de infraestrutura de informação, serviços e produtos, em consonância com o perfil dos usuários de cada Região Administrativa do Distrito Federal;
  2. b) identificar e apoiar a forma de parcerias público privada para assegurar a manutenção das bibliotecas e pontos de leitura;
  3. c) fomentar bibliotecas comunitárias e pontos de leitura por meio de editais e programas de capacitação de agentes comunitários de leitura escrita e oralidade; e
  4. d) incentivar e apoiar o uso de novas tecnologias na modernização das bibliotecas e pontos de leitura, que além de promover a inclusão digital, viabiliza a consolidação dos centros sociais como referência de pontos de leitura, escrita e oralidade e aprendizagem;

VIII. Ampliar e valorizar os ambientes de leitura, escrita e oralidade, para a sensibilização de novas plateias, para apreensão e fruição das diferentes linguagens, tradições e estéticas, confluindo processos educativos e produtivos, por meio de ações como:

  1. a) fomentar e incentivar clubes de leitura, saraus, batalhas de rimas, contação de histórias, atividades de narração de histórias griô e valorização da história oral, em todas as Regiões Administrativas do Distrito Federal;
  2. b) estimular a expansão de programas que democratizem o acesso à leitura, como o Programa de extensão bibliotecária Mala do Livro, instituído pelo Decreto nº 17.927, de 20 de dezembro de 1996;
  3. c) incentivar e apoiar a instalação de centros multimídias voltados para a pesquisa e divulgação nas áreas da leitura e do livro;
  4. d) estabelecer parcerias com os meios de comunicação da grande mídia, para visibilizar os autores, projetos e programas de leitura, escrita e oralidade;
  5. Ampliar e democratizar o acesso aos meios de produção no âmbito do Distrito Federal e RIDE, por meio de ações como:
  6. a) estimular o acesso a fundos locais, regionais e nacionais;
  7. b) estimular o patrocínio pela iniciativa privada, por mecanismo direto ou incentivado, de âmbito local ou nacional, para o apoio e a realização de projetos culturais do setor;
  8. c) articular marcos legais e tributários em benefício de publicação, editoração e distribuição de obras literárias no Distrito Federal e RIDE;
  9. d) articular e incentivar a empresas e editoras nacionais e internacionais a ampliar a produção e difusão em seus catálogos de obras realizadas no Distrito Federal e RIDE;
  10. e) incentivar a inovação em leitura, escrita e oralidade no Distrito Federal, estimulando a utilização e o desenvolvimento de novos modelos e tecnologias para difusão, pesquisa, produção, formação e capacitação;
  11. Incentivar e fomentar estudos e pesquisas nas áreas de leitura, escrita e oralidade, por meio de ações como:
  12. a) apoiar a pesquisas sobre práticas de leitura no Distrito Federal e RIDE, visando a adequação das políticas e programas do setor;
  13. b) realizar diagnóstico sobre perfil de usuários das bibliotecas, visando identificação e atendimento às diferenças regionalizadas de uso;
  14. c) identificar e catalogar os espaços e projetos de livro, leitura, bibliotecas e oralidade do DF, para disponibilizar no Sistema de Informações e Indicadores Culturais do Distrito Federal – SIIC/DF e no Mapa nas Nuvens continuadamente à comunidade do Distrito Federal e RIDE;
  15. d) estimular a realização de estudos com indicadores sobre a prática leitora no DF; e
  16. e) articular parceria com a Fundação de Apoio a Pesquisa – FAP, na concessão de bolsas de estudo para pesquisas nas áreas da leitura, escrita e oralidade;
  17. Coletar e compilar dados e informações no Sistema de Informações e Indicadores da Cultura – SIIC-DF, que subsidiem a elaboração das políticas públicas sobre livro, leitura, e oralidade, e de campanhas que estimulem maior consciência sobre o valor social do livro, leitura e oralidade, buscando:
  18. a) identificar, cadastrar, mapear espaços e agentes da cadeia produtiva envolvida no segmento da Leitura, Escrita e Oralidade, buscando organizar e promover suas ações no Distrito Federal e RIDE-DF, de forma integrada com as mídias disponíveis;
  19. b) estimular a criação de sistemas de informação nas áreas de bibliotecas, da bibliografia e do mercado editorial, para promover a informatização dos catálogos em todas as bibliotecas do DF;
  20. c) disponibilizar informações sobre bibliotecas, pontos de leitura, malas do livro, agentes de leitura, contadores de histórias e demais entes e agentes de leitura nas mídias disponíveis da Secretaria de Cultura;

XII. Ampliar a presença da produção do Distrito Federal e RIDE no circuito comercial e cultural de feiras, mostras, catálogos eletrônicos circulação e difusão, por meio de ações como:

  1. a) promover encontros entre os autores locais e os de outros Estados, no Distrito Federal;
  2. b) fomentar novos formatos de publicação e de editoração colaborativa no Distrito Federal;
  3. c) incentivar a participação continuada de agentes culturais em feiras, bienais, mostras e ambientes de negócios nacionais e internacionais voltados para coprodução, distribuição e projetos de inovação, nos termos do Programa Conexão Cultura DF, instituído pela Portaria 158 de 20 de setembro de 2016;
  4. d) promover, difundir e circular agentes culturais e obras, por meio de programas e parcerias realizados por entes locais, nacionais ou internacionais, nas modalidades de edital e de demanda espontânea por fluxo contínuo; e
  5. e) fomentar a tradução da produção do Distrito Federal para ampliação de mercados e parcerias internacionais;

XIII. Garantir a preservação e memória da leitura, escrita e oralidade produzidos em seus múltiplos formatos, contribuindo para a adequada conservação, difusão e acesso dos acervos e tradições locais, por meio de ações como:

  1. a) fomentar a iniciativas da sociedade civil e criação de mecanismos de registro e proteção da memória, da tradição oral e do patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal e RIDE;
  2. b) coordenar o registro de novos bens culturais de natureza imaterial, bem como a elaboração de planos de salvaguarda relacionados às manifestações da leitura, escrita, oralidade e escuta;
  3. c) apoiar a criação e a manutenção de espaços qualificados para salvaguarda de acervos históricos, garantindo conservação, pesquisa e acesso aos conteúdos e suportes complementares;
  4. d) viabilizar o depósito legal local, catalogação digital e difusão cultural de toda a produção escrita e oral produzida no Distrito Federal e RIDE;
  5. e) promover parcerias com universidades para a inclusão de alunos em estágios supervisionados e projetos de extensão, com ações voltadas para organização, tratamento, e disponibilização em banco de dados de documentos de registro e memória; e
  6. f) promover atividades de capacitação e treinamento para o correto manuseio e conservação de materiais impressos.

 

Art. 6º A Política de Leitura, Escrita e Oralidade pode utilizar, para desenvolvimento de suas ações, de todas as modalidades e regimes jurídicos de fomento e financiamento instituídos pelo artigo 47 da Lei Complementar nº 934, de 2017 – Lei Orgânica da Cultura.

 

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

 

 

 

LUIS GUILHERME ALMEIDA REIS

 

Comunicado Geral- 37/2015- Edital de SELEÇÃO AO CIRCUITO DE FEIRAS DO LIVRO DO DF

logo2-2.jpg
Brasília, 07 de dezembro de 2015
 
Comunicado Geral- 37/2015- Edital de SELEÇÃO AO CIRCUITO DE FEIRAS DO LIVRO DO DF
Informamos e damos acesso ao inteiro teor do EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 04/2015, SELEÇÃO DE ATRAÇÕES ARTÍSTICAS PARA O PROJETO CIRCUITO DE FEIRAS DO LIVRO DO DISTRITO FEDERAL, publicado nesta segunda-feira (7/12), no Diário Oficial do DF.  É assegurado o direito ao pleito das vagas a qualquer interessado que preencha as exigências estabelecidas neste Edital, cuja inscrição estará disponível do dia 09 a 21 de dezembro de 2015.
Os autores que já figuram na lista de livros indicados tanto por nós 9https://sindescritores.wordpress.com/2015/12/07/comunicado-geral-352015-lista-de-livros-e-entidades-circuito-de-feiras-do-livro-do-df/) quanto pela Secretaria  (ver com eles)terão preferência para participarem de atividades os alunos de escolas públicas das Regiões Administrativas (RAs) que receberão as Feiras de  15 de fevereiro e 30 de abril de 2016 serão selecionadas 227 (duzentas e vinte e sete) apresentações com grupos, artistas e mediadores de leitura. Informações para esses escritores da lista serão fornecidas por Marilda Bezerra nos seguintes contatos: bezerra.marilda@gmail.com ou (61) 8192-0333.
As RAs são: Ceilândia (RA IX); Taguatinga (RA III); Guará (RA X); Núcleo Bandeirante (RA VIII); Gama (RA II); Brazlândia (RA IV); Paranoá (RA VII); Varjão (RA XXIII); e Planaltina (RA XXVI).
 

Tais localidades serão atendidas com as seguintes expressões artísticas as quais se referem este Edital: escritor, ilustrador ou quadrinista; mediador de leitura, contador de histórias ou declamador; oficineiro ou formador de mediadores de leitura; músico; grupo musical; arte urbana verbal ou visual; grupo de arte urbana verbal ou visual; dupla de repentistas; grupo de brincantes e espetáculo de literatura infantil, infantojuvenil ou adulta.

Podem participar do chamamento artistas residentes no Distrito Federal ou na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), com mais de dois anos de constituição, na hipótese de pessoa física e jurídica, para possíveis prestações de serviços artísticos no âmbito do Distrito Federal e na RIDE desde que esteja cadastrado no Sistema de Cadastro Geral para Contratação Artística (Siscult), facultada a inscrição para aqueles que, na data de publicação deste Edital, ainda não estiverem cadastrados.
Para o presente edital são disponibilizadas 81 (oitenta e uma) vagas para escritores, ilustradores ou quadrinistas; 45 (quarenta e cinco) vagas para mediadores de leitura, contadores de histórias ou declamadores; 18 (dezoito) vagas para oficineiro ou formador de mediadores de leitura; 9 (nove) vagas para músico individual; 9 (nove) vagas para grupo musical; 9 (nove) vagas para arte urbana verbal ou visual; 9 (nove) vagas para grupo de arte urbana verbal ou visual; 2 (duas) vagas para dupla de repentistas; 9 (nove) vagas para grupo de brincantes; 36 (trinta e seis) vagas para espetáculo de literatura infantil, infantojuvenil ou adulta.
Leia a íntegra do Edital:
 

EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 04/2015.

SELEÇÃO DE ATRAÇÕES ARTÍSTICAS PARA O PROJETO

CIRCUITO DE FEIRAS DO LIVRO DO DISTRITO FEDERAL

A SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA e o MINISTÉRIO DA CULTURA lançam o chamamento público para a seleção e contratação de escritor, ilustrador ou quadrinista; mediador de leitura, contador de histórias ou declamador; oficina de formação de mediadores de leitura; músico; grupo musical; arte urbana verbal ou visual, grupo de arte urbana verbal ou visual; dupla de repentistas; grupo de brincantes e espetáculo de literatura infantil, infantojuvenil ou adulta para a programação do projeto Circuito de Feiras do Livro, a ser realizado entre 15 de fevereiro e 30 de abril de 2015, pelo qual serão selecionadas 227 (duzentas e vinte e sete) apresentações com grupos, artistas e mediadores de leitura, tendo como base os artigos 25 e 116 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, caput e Decreto nº 34.577, de 15 de agosto de 2013, IN nº 01/2005- CGDF e a Portaria nº 44, de 11 de julho de 2013, que instituir o Sistema Geral de Cadastro – SISCULT. As despesas decorrentes da execução do contrato de prestação de serviços correrão à conta dos recursos orçamentários do Convênio com a Fundação Biblioteca Nacional nº 765342/2011, que gerou o Processo SEC nº 015.0001469/2012.

1. DO OBJETO

1.1. Para efeitos deste edital, entende-se por apresentações as performances individuais ou de grupos da linguagem respectiva.

1.2. São consideradas oficinas as práticas que consistirem em exposição de teorias ou técnicas e treino de habilidades, especificamente voltadas para a mediação de leitura.

1.3. São considerados espetáculos as performances que combinarem ou uso de mais de uma linguagem artística para apresentar obras das artes verbais, musicais ou visuais, voltadas ao público infantil, infantojuvenil e adulto em qualquer gênero.

1.4. São consideradas arte urbana apresentações artísticas de grupos ou individuais, que compreendem, de maneira individual ou combinada, hip hop, rap, grafitte, break, DJs, e outras formas de intervenção visual urbana.

1.5. São considerados grupos de brincantes os de manifestações artísticas com base na cultura popular.

1.6. O presente Edital tem por objeto a seleção de artistas que irão compor a programação do projeto CIRCUITO DE FEIRAS DO LIVRO da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal em convênio com o Ministério da Cultura. Tal seleção visa compor a programação de 9 (nove) feiras do livro no Distrito Federal, distribuídas em 9 (nove) Regiões Administrativas, a saber: Ceilândia (RA IX); Taguatinga (RA III); Guará (RA X); Núcleo Bandeirante (RA VIII); Gama (RA II); Brazlândia (RA IV); Paranoá (RA VII); Varjão (RA XXIII); e Planaltina (RA XXVI). Tais localidades serão atendidas com as seguintes expressões artísticas as quais se referem este Edital: escritor, ilustrador ou quadrinista; mediador de leitura, contador de histórias ou declamador; oficineiro ou formador de mediadores de leitura; músico; grupo musical; arte urbana verbal ou visual; grupo de arte urbana verbal ou visual; dupla de repentistas; grupo de brincantes e espetáculo de literatura infantil, infantojuvenil ou adulta.

1.7. Podem participar do chamamento artistas residentes no Distrito Federal ou na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE), com mais de dois anos de constituição, na hipótese de pessoa física e jurídica, para possíveis prestações de serviços artísticos no âmbito do Distrito Federal e na RIDE desde que esteja cadastrado no Sistema de Cadastro Geral para Contratação Artística (Siscult), facultada a inscrição para aqueles que, na data de publicação deste Edital, ainda não estiverem cadastrados.

1.8. Para o presente edital são disponibilizadas 81 (oitenta e uma) vagas para escritores, ilustradores ou quadrinistas; 45 (quarenta e cinco) vagas para mediadores de leitura, contadores de histórias ou declamadores; 18 (dezoito) vagas para oficineiro ou formador de mediadores de leitura; 9 (nove) vagas para músico individual; 9 (nove) vagas para grupo musical; 9 (nove) vagas para arte urbana verbal ou visual; 9 (nove) vagas para grupo de arte urbana verbal ou visual; 2 (duas) vagas para dupla de repentistas; 9 (nove) vagas para grupo de brincantes; 36 (trinta e seis) vagas para espetáculo de literatura infantil, infantojuvenil ou adulta.

1.9. É assegurado o direito ao pleito das vagas a qualquer interessado que preencha as exigências estabelecidas neste Edital, cuja inscrição estará disponível do dia 09 a 21 de dezembro de 2015.”

Fonte:

Estamos a trabalhar.

MARCOS LINHARES
PRESIDENTE
Sindicato dos Escritores do Distrito Federal
Tels.:  55 (61) 3031-6524 | 8405-8290
sindicatoescritoresdf@gmail.com
SCN Quadra 02 Bloco D Loja 310
1º Pavimento Shopping Liberty Mall – Asa Norte
CEP: 70712-904 – Brasília – DF

Comunicado Geral/15/ 2015 – Reunião Feira do Livro – Secretaria de Cultura do DF

Na foto, da esquerda para a direita: Marcos Linhares, o presidente da Câmara do Livro, Ivan Valério e o chefe de Gabinete da Secretaria de Cultura, Claudio Prata.
Na foto, da esquerda para a direita: o presidente do Sindescritores, Marcos Linhares, o presidente da Câmara do Livro, Ivan Valério e o chefe de Gabinete da Secretaria de Cultura, Claudio Prata.

Comunicado Geral/15/ 2015

Assunto: Reunião Feira do Livro – Secretaria de Cultura do DF

Informamos que foi realizada na tarde desta quarta-feira (28/10), reunião na Secretaria de Estado de Cultura do DF, para discutir a 32a. Feira do Livro de Brasília.

Apesar da atual crise do GDF e do país, a Câmara do Livro do Distrito Federal e o Sindicato dos Escritores não tem medido esforços para manter vivo o verdadeiro evento comprometido com as questões do livro, da leitura e dos autores de Brasília. Evento este realizado há mais de três decadas.

Ao término da reunião, um novo caminho surgiu para não deixar a Feira – que integra o calendário oficial de eventos da cidade- sem a devida realização.

Em breve, daremos novos informes.

   

                     Marcos Linhares

Presidente